sábado, 15 de setembro de 2007

u) Padre Joaquim de Santa Rita Montanha

1855-1856 — Viagem do Padre Joaquim de Santa Rita Monta­nha a Zoutpansberg (na República da África Austral, fundada por Bóeres emigrados da Colónia do Cabo para o Transval), em mis­são solicitada pelo chefe bóer Andries Potgieter, em 1854, na ten­tativa de estabelecer uma ligação comercial entre aquela praça transvaliana e o porto de Inhambane.
A tentativa foi frustrada por, entretanto, ter morrido Potgieter e os Bóeres, com o apoio de ne­gociantes portugueses estabelecidos no Transval, nomeadamen­te João Albasini, terem descoberto uma nova via para o porto de Lourenço Marques, segura e livre da mosca do sono.

In the nineteenth century four Portuguese travellers visited the Transvaal, namely Joaquim de Santa Rita Montanha (1806-1870) in 1855-1856,
Diocleciano Fernandes das Neves (1829-1883) in 1860-1861,
Fernando Augusto da Costa Leal (1846-1910) in 1869-1870, and
Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto (1846-1900) in 1879.
They all kept travel-journals which were later published in Portuguese, as well as translated into and published in other languages.
The journals are of interest to natural scientists, but especially to historians, cultural historians, ethnologists and anthropologists.
This is because the travellers reported, among other matters, on the distribution, appearance, lifestyle and customs of the inhabitants of the Transvaal, including the Boers and various indigenous groups with whom they came into contact.
Although researchers have in the past consulted the journals of Montanha and Das Neves, the contents of the journals of Da Costa Leal and Serpa Pinto deserve to be explored more thoroughly in future.

MONTANHA IN ZOUTPANSBERG
’n Portugese handelsending van Inhambane se besoek aan Schoemansdal, 1855–1856 – O.J.O. Ferreira

Pater Joaquim de Santa Rita Montanha (ca.1806–1870), ’n Rooms-Katolieke priester van Inhambane, het in 1855–1856 ’n Portugese handelsending na Zoutpansberg gelei.
In opdrag van die goewerneur van Inhambane het hy sy ervaringe neergeskryf. Hierdie merkwaardige reisjoernaal is by afloop van sy reis as amptelike verslag ingedien en het sodoende bewaar gebly.
Montanha se geselskap is deur omstandighede gedwing om vir byna ’n jaar op Schoemansdal tussen die Boeremense te vertoef, dus bied dit ook op ’n blik op die doen en late van die Zoutpansbergse pioniers uit die oogpunt van ’n Portugees.
Hy het ook noukeurig die geaardheid, gebruike en gewoontes, onderlinge verhoudinge en verspreiding van die inboorlinge van Mosambiek en die Zoutpansberg beskryf.
As sodanig is dit een van die belangrikste bronne oor die sosiale en kulturele lewe van Schoemansdal.
Die geskrif is ook van belang vir die linguis omdat die destydse uitspraak van name en woorde daaruit afgelei kan word.
Aantekeninge oor bodemgesteldheid, waterbronne, weergesteldheid, plantegroei en dierelewe, maak Montanha se reisjoernaal ook vanuit ’n natuurkundige oogpunt van belang en werp veral lig op die klimaat en dierelewe van die streek wat vandag die noordelike deel van die Nasionale Krugerwildtuin uitmaak.
Die bekende kultuurhistorikus prof. O.J.O. Ferreira se uitvoerige inleiding plaas hierdie merkwaardige geskrif in konteks. [ 2002 ISBN: 1-919825-95-9 R180.00]
Die Beeld 26 Mei 2003

Montanha in Zoutpansberg
Dr. At van Wyk

Montanha in Zoutpansberg - 'n Portugese handelsending van Inhambane se besoek aan Schoemansdal, 1855 -- 1856 deur O.J.O. Ferreira , met medewerking van C.E.F. von Reiche & D.P.M. Botes . Protea Boekhuis (hardeband, 232 pp.), R180. ISBN 1-919825-95-9
Hierin gaan dit oor 'n reis byna 150 jaar gelede deur priester Joaquim de Santa Rita Montanha van die Portugese hawedorp Inhambane (deesdae in Mosambiek) na Schoemansdal om handelsbande met die Boere aan te knoop.
Geen verdrag is gesluit nie , maar die besoek was 'n bousteen in goeie Portugees-Boer-betrekkinge tot die Anglo-Boereoorlog.
Montanha se reisjoernaal van 25 Mei 1855 tot 18 September 1856 met aantekeninge is in 1857 in Portugal gepubliseer en 'n ongedrukte Afrikaanse vertaling het sowat 80 jaar later die lig gesien.
Dít is nou hersien, met die oorspronklike Portugees vergelyk en ruim gedokumenteer teen die agtergrond van die Portugese en Boere se doen en late van die tyd.
Dis deeglik ingeklee, netjies geí llustreer en as Afrikaanse nuutskepping 'n pronkstuk -- daar is blykbaar nie 'n Engelse weergawe nie - maar weens die byna onbenulligheid daarvan is jy geneig om te sê, groot lawaai en weinig wol.

The Story of Johannesburg's Cathedral of Christ the King
By Fr J E Brady OMI
Beginnings
While visits were made across the Vaal River in the early fifties by pioneer missionaries, Fr. Juaquin da Santa Rita Montanha (from Mozambique) and Fr. Hoenderwanger, O. Praem (from Fauresmith) our story really begins in 1870 when freedom of Catholic Worship was granted in the South African Republic, and Fr. Le Bihan O.M.I, established the first mission in Potchefstroom, the former Capital.

Country Life’s feature on Professor Louis Changuion’s recent trek across Mozambique in the footsteps of Catholic priest Joaquim Santa Rita Montanha.
He was promoting his book written in conjunction with Kobus Ferreira called Montanha in Soutpansberg.
Extractsfrom article by Shaun Smillie: “Ferreira had accidentally come across a reference to Montanha’s journey (diaries of which are contained in the book) while researching his own family history.
Montanha’s mission had been to establish diplomatic and trading links between the Portuguese colony of Mozambique and the new Boer republic of the Transvaal in 1855…before Changuion set on his trip to Schoemansdal, he said that he didn’t fully understand why Montanha, a priest, would want to leave the relative safety of Inhambane and head out on such a perlilous mission. But by the time he finished his trek, he believed he knew why.
‘The answer lies next to his grave.
It is another grave – that of his illegitimate daughter.
Catholic priest are not allowed to marry or have children, but as Montanha and his daughter are buried close to each other, he must have cared deeply for her.
I found that doing such a trek gives you time to think about your life in general – and maybe Montanha needed that,’ says Changuion"

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

t) diversa informações sobre Montanhas

Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

Alexandre José Montanha consta nos Anais da BN :

Volume 9,
ano de 1881-1882,
página 565

Volume 99,
ano de 1979,
página 30 e 31

A BN tem materiais dele no acervo:
biografia, referências biliográficas e lista de alguns trabalhos de A. J. Montanha em Abeillard Barreto, "Bibliografia Sul-Riograndense", R.J., Conselho Federal de Cultura, 1973, pp.944-947.

Nuns apontamentos existentes na Direcção dos Seviços de Engenharia do Ex.º Português, referentes aos engenheiros em 17/03/1790 consta:
português;
57 anos;
estudou na Aula extinta (Academia Militar da Corte);
principiou a vencer soldo em 23/11/1758;
Major em 16/05/1782;
erigiu novas povoações no Brasil;
serviços na guerra de 1762 e na do Rio Grande;
tempo de serviço: 31 anos, 3 meses e 24 dias;
génio e propensão: hábil para todo o serviço;
ciências que aprendeu: aritmética, desenho, álgebra, geometria, fortificação de praça e campanha, hidráulica, trignometria plana, orçamentos, e táctica militar.
O Vice-Rei, em 1779, considerava-o insuficientemente preparado para os trabalhos de demarcação dos limites.
Em 1769, quando se encontrava em Santa Catarina de regresso ao R.J., ao saber de novas ameaças espanholas no R.G., fez questão de ali voltar para colaborar na sua defesa.

Abeillard Barreto: em Lisboa existe, pelo menos, no Arquivo Histórico Ultramarino que faz fotocópias, Para já a referida obra informa que nasceu em Lisboa a 28-03-1730, sendo baptisado na Igreja de N.S. da Pena (Lisboa) a 14-04-1730.
Filho de José da Costa Montanha e de D. Leocádia Teresa da Rosa.
Serviu no Brasil de 25-10-1765 a 30-07-1791.
Testou em Lisboa, por se achar gravemente enfermo, a 11-11-1800.(BNRJ, Mss., verbete C 714,14).
Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda (vol. V. pp. 223, 230 e 241) diz que era tenente-coronel desde 06-06-1791, estando sem emprego definido nessa data e também em 1799/1800.

na página da Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro), nos Tesouros da Biblioteca: Alexandre JoZé Montanha.

Arquivo Histórico Militar,

processo individual de Alexandre José Victor Montanha, neto do Tenente - Coronel de Engenharia Alexandre José Montanha.

Alexandre José Victor Montanha,
nasceu em 1805 e assentou praça como soldado no Regimento de Infantaria nº1 em 24/2/1823. Foi cadete em 17/4/1824, cadete Porta-Bandeira no Regimento de Infantaria nº7 em 1 de Outubro de 1827 e Alferes por decreto de 9 de Abril de 1831.
Serviu também no Regimento de Infantaria nº3.
Para ser cadete teve que apresentar "Justificação de Nobreza".
"Aos cinco dias do mês de Abril de mil oitocentos e vinte e quatro anos, nesta Corte e Cidade de Lisboa, e Casas de morada do Doutor Luís de Sequeira Coelho de Macedo Juiz do Crime do Bairro da Ribeira, aonde eu Escrivão do Crime do mesmo Bairro vim, aí por ele Ministro, como Auditor de uma das Brigadas do Exercito, foram inqueridas, e perguntadas as testemunhas seguintes, que por parte do justificante lhe foram apresentadas, e seus nomes, e ditos se seguem: E eu Felix José Cardoso de Andrade e Silva o escrevi.
Duarte Daniel Pereira do Amaral, Capitão do Regimento de Artilharia nº2, morador na Calçada da Graça, freguesia de Santo André, de idade trinta e sete anos, testemunha jurada aos Santos Evangelhos, e do costume disse nada.E perguntado pelo contido na petição do Justificante Alexandre José Victor Montanha, disse que pelo bom conhecimento que tem do Recorrente, e sua família, ser este filho legítimo de José Alexandre Montanha, Cavaleiro Professo na Ordem de São Tiago da Espada, e de Dona Maria Liberata de Santa Rita da Costa Machado Espinola, Neto Paterno do Tenente Coronel Engenheiro Alexandre José Montanha, Professo na Ordem de Cristo, e que tanto o Recorrente como seus quatro avós, sempre gosaram de conhecida Nobreza, sem fama em contrário: e mais não disse, e assinou com o dito Ministro: E eu Felix José Cardoso de Andrade e Silva o escrevi."
Foram outras testemunhas José Joaquim da Silva, Capitão da Brigada Real da Marinha; Gulherme Merriatt, Coronel da Armada Real e Luís Inácio de Vasconcelos, Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Capitão Quartel Mestre do Regimento de Artilharia nº1.

"Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses", Vol. II, pg 175, Sousa Viterbo »» Alexandre José Montanha:
"Em 1765 foi promovido a capitão com exercício de engenheiro para ir servir por seis anos no Rio de Janeiro"Do ano de 1763 :
"Dom José etc. faço saber aos que esta minha carta virem que por decreto de 23 de Julho do presente ano fui servido fazer mercê a Alexandre José Montanha, ajudante de infanteria com exercício de engenheiro do posto de capitão com o mesmo exercício de engenheiro, para com ele me ir servir ao Rio de Janeiro por tempo de seis anos com o soldo de 24$000 reis por mês, o qual lhe será pago na forma de minhas ordens, e com o dito posto gosará etc.
Dada na cidade de Lisboa aos 18 dias do mês de Setembro de 1763"

As Justificações de Nobreza estão na Torre do Tombo no Cartório de Nobreza (a maior parte) e algumas, poucas, na Casa da Suplicação.

As Justificações de Nobreza que correram pela Casa da Suplicação também estão na TT; são em menor quantidade (cerca de 1400)que as do Cartório da Nobreza.

Alexandre José Montanha teve, em 23-VII-1765, mercê do posto de Capitão, com exercício de engenheiro, para com ele ir servir no Rio de Janeiro por seis anos, com praça assente no reino, na lista da primeira plana da Côrte, sendo ajudante de infantaria, em atenção ao bem que servia" in
Catálogo dos Decretos do Extinto Conselho de Guerra,
vol. III,
pág. 387;
em 22-XI-1780 foi-lhe feita mercê do posto de Sargento-Mor de Infantaria, com exercício de engenheiro, op. cit., vol. IV, pág. 207;
e em 16-V-1791 ascendeu a Tenente-Coronel, op. cit., vol. IV, pág. 644.

José da Costa Montanha nasceu em Lisboa, freg. de Santa Catarina em 21 de Fevereiro de 1672,
filho de Diogo Ribeiro Carreira bap. em Oeiras 23.Nov.1638 sendo padº Diogo Vaz da Torre, neto de João Carreira que m. em Lisboa, freg. Santa Catarina em 12.Maio.1666,
bisneto de Jorge Carreiro que residiu em Santarém.

José Alexandre Montanha casou em Lisboa com Maria Liberata de Santa Rita Costa Machado Spínola em 1803 (Santa Engrácia, 18.4.1803, Lº 10-C, 222 vº).

E José Montanha casou, tb em Lisboa (1815) com Brígida Dias.
Casaram em Lisboa, Mártires, em 7.2.1815 (Livro 3-C, fls. 49 vº).